sexta-feira, 26 de setembro de 2008

lembrava

lembrava

Lembrava exatamente em que pensava quando foi atropelada.
Quando perdeu o ponto do ônibus. Quando esqueceu de dormir.
De fazer aquilo que na quinta pela manhã estaria pronto, juro.
De pegar a bolsa e trancar a porta e fechar o zíper.
De manter o orgulho e a blasé.
Lembrava.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

indecisão

indecisão

Indecisão tamanha e constante que, para evitar muitos passos atrás em seu discurso, se dizia agnóstico, caminho do meio, de centro, metamórfico, em cima do muro.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

deita

deita

Deita fora a parte dos financiamentos de longo prazo e se dá conta de que, apesar de todas as contas, ainda pensa como quando tinha cinco. Ainda bem!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

estudando

estudando

Estudando confundi sbagliare com dimenticare. Sei lá... errei, esqueci mesmo. Foi um caco de surpresa ver que a tutora não achou o fato nem um pouco estranho. Será que ela também acha que essas palavras são companheiras constantes, numa ou noutra língua? Talvez porque quando se erra é ótimo esquecer, mas quando se esquece é bem mais fácil errar [o que parece a explicação que eu, com minha idade vezes quatro, daria a mim mesma depois de um tropeço].

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

tão

tão

Tão turvas que ficam claras. Engraçado como as coisas são assim.
Pena que todas as conclusões sejam nuvens no dia seguinte.