sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

tentei

tentei

tentei um ménage
ele, eu,
liberdade

domingo, 20 de janeiro de 2013

só

Só imagino se caminhadas mansas para lugar nenhum pudessem ser consideradas perda de tempo.
Na possibilidade de remar para o tédio, se os azuis e verdes fossem os mesmos o tempo todo.
Penso... Nem tão só.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

equilíbrio

equilíbrio

Equilíbrio é perceber que não é porque tudo parece ao contrário, que há tranquila satisfação em não buscar mudanças. Ou até em dar muito pouca – ou grande mesmo – contribuição para manter o avesso das coisas.
Equilibra saber que isso vale tanto para o que tem o tamanho das dores do mundo, como para o que alimenta na manhã seguinte a uma noite – uma semana, uma vida – de excessos.
Vem lucidez de onde vejo que não é egoísta a pausa para ajeitar as ideias, cuidar do único espaço exclusivo. Respirar fundo antes das trocas maiores.
E ao menos – de alma, de nós para além – tentar.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

paris


paris

- Paris é mesmo um lugar fantástico, totalmente diferente daqui. Você sai pela rua e ouve vários sotaques, línguas de tantos lugares.
- Talvez se por aqui você deixasse o ar condicionado e os vidros escurecidos do carro, desse uma volta a pé, falasse com quem não conhece - como fez por lá, de ouvidos destampados, olhos destreinados - não seria exatamente esse o maior contraste entre aquela cidade e essa que também é sua.

terça-feira, 8 de maio de 2012

mal

mal

Mal considerei a moda das gaiolinhas decorativas. E - quando por acaso uma me cruzou - não fui de reciclagem a qualquer custo, não...
Então veio a coisa duplamente libertadora: arrebenta-la às pisadas, para que não seja ferramenta de abuso nunca mais.
Agora, para que o impulso faça mais sentido, penso procurando um bom lugar para plantar umas árvores.