Procurou saber as horas pelo pulso de um estranho. Era só para lembrar que seu eu de sempre ainda estava lá - e continuava avesso a relógios de ponteiro.
Coisa corrente isso. Pensar na proposta das entrelinhas e sentir o diafragma se contorcer. Não sei se por asco ou borboletagem. Nem qual seria a melhor entre as duas.
Pode falar que chegaram a ter intimidade. Pode falar que chegaram ao auge da intimidade. Fale até que a intimidade é uma merda. Mas aposto nas coisas que você só faz sozinho.
Vou por um caminho que lembra cebola dourando: tem espera, algum medo de queimar, um cheiro gostoso (e tantas vezes ele me entusiasmou!), "barulhinho bom" e vontade de temperar.
Aqui lanço os pedacinhos, "produto que é interno e bruto", dos devaneios de trajeto.