sexta-feira, 19 de março de 2021

não

não

Não deve ser à toa que se nasce na primeira lua cheia do outono de uma era transformadeira. É tanto, tanto a transmutar.
Então peguei pela mão a Bruninha de 7 anos - minha pequena miss moonshine - e começamos uma dança.
Batemos forte os pés no chão, sacudimos os braços como deu vontade, balançamos as cadeiras...
E foram caindo casquinhas de machucado pelo chão.
A gente tinha, nessa noite, 25 anos de diferença. E não fazia diferença.
A menina vestida de odalisca pro carnaval da escolinha foi alegre, mas voltou nocauteada. "Rainha das banhas".
Dessa dança em diante, focamos mais na parte em que o projeto de homem - na época mais velho, mais alto, mais forte - reconheceu a realeza dela-minha, até mesmo quando acuada sozinha.
Quantos anos foram pra gente entender que não há nem nunca houve nada de errado com um corpo capaz de sentir tanto, aprender tanto, resistir, fluir, brincar, viajar... Que nave!
Quanta treta passamos (contra o próprio corpo também) até que a raiva faminta de vingança se transformasse em sede por curar uma cultura doente...
Pequena, te amo. Corpo, desculpa, te amo.
E agradeço, agradeço.
Hoje, peço a mim - e peço ajuda - pra que minhas atitudes sigam sabidas do que nos move.
Lurdez da Luz deu a letra: "é love".

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

todas

todas

Todas e cada uma, entre as linguagens do amor, me lambem de bênção.

segunda-feira, 11 de maio de 2020

nutrindo

nutrindo

Nutrindo e sendo nutrida pela minha teia, tenho lembrado demais de quando Galeano contou que "esse mundo doente está grávido de outro".
E já tem uns (nem tão) bons anos, que a gente sente as contrações. Mais e mais frequentes. Deve estar próximo o parto.
Trabalho para muitos e maravilhosos úteros, juntos. Juntas.

domingo, 10 de maio de 2020

mente

mente

Mente pensa infinitas coisas.
E gente - infinitamente - peneira, filtra, lapida, purifica...
De coração.


Dentro da minha cabeça, A cor do som

porta

porta

Porta de entrada é uma falta. Ou muitas.
E o que vicia é o alívio. Alternar entre prazer e dor.
Coisa esquisita essa de, ao olhar de qualquer jeito pros nossos problemas coletivos, culpar - com violência - uma ou outra substância. Glorificar - anestesiados - uma ou outra substância.
Quando o principal é sobre "desejo, necessidade, vontade" (ânsias).
Bem que, em nossos mergulhos afobados entre venenos e remédios, a gente podia aprofundar um pouquinho - buscar e encontrar curas.
Já pensou? Se fosse tramada uma guerra às dores? À raiz das dores?
E as drogas fossem deixadas onde sempre estiveram... (por todos os lados)


Comida, com Marisa Monte