skip to main |
skip to sidebar
tentei um ménage
ele, eu,
liberdade
Só imagino se caminhadas mansas para lugar nenhum pudessem ser consideradas perda de tempo.
Na possibilidade de remar para o tédio, se os azuis e verdes fossem os mesmos o tempo todo.
Penso... Nem tão só.
Equilíbrio é perceber que não é porque tudo parece ao contrário, que há tranquila satisfação em não buscar mudanças. Ou até em dar muito pouca – ou grande mesmo – contribuição para manter o avesso das coisas.
Equilibra saber que isso vale tanto para o que tem o tamanho das dores do mundo, como para o que alimenta na manhã seguinte a uma noite – uma semana, uma vida – de excessos.
Vem lucidez de onde vejo que não é egoísta a pausa para ajeitar as ideias, cuidar do único espaço exclusivo. Respirar fundo antes das trocas maiores.
E ao menos – de alma, de nós para além – tentar.
- Paris é mesmo um lugar fantástico, totalmente diferente daqui. Você sai pela rua e ouve vários sotaques, línguas de tantos lugares.
- Talvez se por aqui você deixasse o ar condicionado e os vidros escurecidos do carro, desse uma volta a pé, falasse com quem não conhece (como fez por lá, de ouvidos destampados, olhos destreinados) não seria exatamente esse o maior contraste entre aquela cidade e essa que também é sua.
Mal considerei a moda das gaiolinhas decorativas. E - quando por acaso uma me cruzou - não fui de reciclagem a qualquer custo, não...
Então veio a coisa duplamente libertadora: arrebenta-la às pisadas, para que não seja ferramenta de abuso nunca mais.
Agora, para que o impulso faça mais sentido, penso procurando um bom lugar para plantar umas árvores.