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Descanso a tela, pra sintonizar.
Mato-TV, passarinho-TV, gato-TV; horta, silêncio, prosa, maré...
Depois de um passeio pelo abismo, me alimentar.
tormenta pouca. nem atormenta, marujo.
quem é das minhas, respira lá no fundo.
tentei um ménage
ele, eu,
liberdade
Só imagino se caminhadas mansas para lugar nenhum pudessem ser consideradas perda de tempo.
Na possibilidade de remar para o tédio, se os azuis e verdes fossem os mesmos o tempo todo.
Penso... Nem tão só.
Equilíbrio é perceber que não é porque tudo parece ao contrário, que há tranquila satisfação em não buscar mudanças. Ou até em dar muito pouca – ou grande mesmo – contribuição para manter o avesso das coisas.
Equilibra saber que isso vale tanto para o que tem o tamanho das dores do mundo, como para o que alimenta na manhã seguinte a uma noite – uma semana, uma vida – de excessos.
Vem lucidez de onde vejo que não é egoísta a pausa para ajeitar as ideias, cuidar do único espaço exclusivo. Respirar fundo antes das trocas maiores.
E ao menos – de alma, de nós para além – tentar.